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ALMEIDA JÚNIOR

Foi um ilustre
pintor
brasileiro da
segunda metade do
século XIX. É
aclamado pela historiografia como o precursor da abordagem
de temática
regionalista,
introduzindo assuntos até então inéditos na produção
acadêmica
brasileira: o amplo destaque conferido a personagens simples
e anônimos e a fidelidade com que retratou a
cultura caipira,
suprimindo a monumentalidade em voga no ensino artístico
oficial em favor de um
naturalismo.[1]
Sua
biografia é até
hoje objeto de estudo, sendo de especial interesse as
histórias e lendas relativas às circunstâncias que levaram
ao seu assassinato: Almeida Júnior morreu apunhalado, vítima
de um
crime passional.
Almeida
Júnior morreu precocemente, aos 49 anos, em
13 de novembro de
1899. Foi
apunhalado em frente ao Hotel Central de
Piracicaba, hoje
já demolido, por José de Almeida Sampaio, seu primo e marido
de Maria Laura do Amaral Gurgel, com quem o pintor manteve
um relacionamento secreto por vários anos.
Almeida
Júnior é considerado um importante "pintor do nacional" por
uma parcela da crítica brasileira, por retratar em muitas de
suas obras o
caipira
paulista.
Almeida Júnior destacou-se em sua cidade
natal,
Itu, como artista
precoce. Seu primeiro incentivador foi o
padre Miguel
Correa Pacheco, quando o pintor ainda trabalhava como
sineiro na
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, para a
qual produziu algumas obras de temática
sacra. Uma coleta
de fundos organizada pelo padre forneceu as condições para
que o jovem artista, então com 19 anos de idade, pudesse
embarcar para o
Rio de Janeiro, a
fim de completar seus estudos.
Em 1869, Almeida Júnior encontrava-se
inscrito na
Academia Imperial de Belas
Artes. Foi aluno de
Jules Le Chevrel,
Victor Meirelles
e, possivelmente,
Pedro Américo.
Diversas crônicas relatam que seu jeito simplório e
linguajar matuto causavam espanto aos membros da Academia.
Nas palavras de Gastão Pereira da Silva:
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Era o mais autêntico e genuíno
representante do tradicional tipo paulista. Mas
sem nenhum traquejo de homem de cidade. Falava
como os primitivos provincianos e tal qual estes
vestia-se, andava, retraía-se. Mas isso não
impediria que fizesse um curso brilhantíssimo,
durante o qual recebeu diversas premiações em
desenho figurado, pintura histórica e modelo
vivo, inclusive, em 1874, a grande medalha de
ouro com o quadro
Ressurreição do Senhor”.

Caipira picando fumo

O violeiro |
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