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Na era da informática, desafio é ensinar
Acesso à internet ajuda na inclusão social;
desafio é ter projetos pedagógicos que suportem a nova
realidade
Mais computadores nos lares significa acesso
mais fácil à internet. Não é à toa, portanto, que cresce em
progressão geométrica a quantidade de pessoas com acesso à
rede. No Brasil, já são 40 milhões.
No mundo de hoje, em que as crianças têm o primeiro contato
com as máquinas cada vez mais cedo, o desafio dos
professores é evitar que os pequenos se limitem a apenas
reproduzir o conteúdo da rede em trabalhos escolares.
Para a pedagoga e mestre em formação de professores Simone
Rodrigues Batista, que leciona Novas Tecnologias em
Comunicação e Educação no Centro Universitário Monte Serrat
(Unimonte), é fundamental o professor se adequar ao perfil
do aluno atual.
''Não é que o aluno ficou mais preguiçoso. A partir de 2001,
pesquisas indicam que as crianças têm ligações entre os
neurônios mais rápida. São os chamados nativos digitais.
Eles não aceitam mais aulas fora de padrões de
interatividade. Desligam da aula porque não está adequada ao
mundo de hoje'', analisou.
Segundo Simone, a escola não pode insistir só nas
metodologias tradicionais. ''É o que acontece em muitos
lugares, porque nem todas as escolas têm os recursos ou nem
todos os professores estão preparados para trabalhar com
novas tecnologias'', constata. ''Não adianta pegar um menino
do mundo de hoje e insistir em questionários, ponto na
lousa, porque a aula não terá significado para
ele'', finalizou.
Em tempos em que os trabalhos escolares se limitam, muitas
vezes, à reprodução do conteúdo à disposição na rede, a
pedagoga indica uma saída. ''Tem que mostrar a importância
do livro, mas incentivar o uso da internet. Na rede há muita
informação, mas não quer dizer que haja profundidade
nelas'', comparou |
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