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Saúde: óleo de peixe no controle do colesterol
Pesquisas científicas internacionais têm revelado que o óleo de
peixe ajuda no controle da taxa de colesterol.

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O óleo de peixe tem se mostrado uma opção de alimento suplementar
para quem deseja cuidar da saúde com um produto natural. Para obter uma boa
matéria-prima na produção de óleo de peixe rico em ômega 3, é necessário que o
peixe seja de origem marinha, de águas frias e profundas. Várias espécies podem
ser utilizadas, entre elas, a sardinha, o atum e salmão.
Segundo estudos, devido ao alto consumo de óleo de peixe, os esquimós apresentam
teores de colesterol e triglicérides muito abaixo dos povos ocidentais e,
conseqüentemente, têm doenças das coronárias e hipertensão praticamente
inexistentes.
No Brasil, de acordo com as informações da Sociedade Brasileira de Cardiologia
(SBC), em pesquisa realizada com o Instituto Vox Populi em 2005, cerca de 20%
dos adultos possuem colesterol alto, ou seja, atinge uma em cada cinco pessoas.
O médico Mauro Scharf, endocrinologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica/ DASA,
explica o que é o colesterol e dá dicas de como prevenir, diagnosticar e tratar
essa doença.
O colesterol é a gordura da alimentação absorvida no intestino que entra na
corrente sanguínea, sendo transportada por proteínas até formar o complexo
lipoproteína (lipo = gordura). As principais lipoproteínas são: HDL (conhecido
como o bom colesterol), o LDL (denominado como o mau colesterol) e o VLDL. "O
colesterol é necessário para algumas funções do organismo, como a produção de
alguns hormônios e ácidos biliares. Mas, em excesso, pode causar problemas",
comenta o especialista.
Quando o colesterol atinge níveis altos, oriundos de distúrbio genético somado à
alimentação incorreta, as artérias são obstruídas por blocos de gorduras, que
interrompem a irrigação normal do sangue, levando às lesões e até à morte da
região atingida. "Como exemplos podemos citar a obstrução das artérias do
coração, que pode causar infarto e impedir o órgão de bombear o sangue para todo
o corpo, e a obstrução de artérias que irrigam o cérebro, o que pode acarretar
um acidente vascular cerebral, conhecido pela sigla AVC", acrescenta Scharf.
Como é uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas, o diagnóstico é feito
por meio de análises do sangue do paciente. Por isso, é muito importante a
realização de exames periódicos. "Eventualmente, o excesso de triglicérides
(outra fração de gordura do sangue) pode levar ao surgimento de manchas ou
erupções amareladas na pele", acrescenta o médico.
A pesquisa da SBC também diagnosticou que 87,5% das pessoas que têm consciência
do diagnóstico de colesterol alto não tratam e nem controlam esse distúrbio
metabólico, um fator agravante para problemas sérios de saúde. O ideal é que o
paciente procure um médico e se submeta às medidas necessárias. "O tratamento
deve ter medicamentos à base de estatinas (classe de drogas que engloba várias
substâncias com mesmo mecanismo de ação, porém, de potências diferentes) e
alimentação adequada - balanceada nutricionalmente e sem excesso de gorduras e,
principalmente, com baixo teor de colesterol. Além disso, o paciente deve
praticar exercícios físicos regulares", conclui Scharf.
Alimentos que aumentam o colesterol: Bacon, biscoitos amanteigados, camarão,
carnes vermelhas "gordas", chantilly, creme de leite, doces cremosos, frituras,
gema de ovos, lagosta, lingüiça, mortadela, peles de aves, queijos amarelos,
salsicha, sorvetes cremosos e vísceras.
Alimentos que previnem ou ajudam a baixar o colesterol: Aipo, ameixa preta,
amora, aveia, azeite de oliva, bagaço da laranja, cenoura, cereais integrais,
cevada, couve-de-bruxelas, couve-flor, damasco, ervilha, farelo de aveia, farelo
de trigo, feijão, figo, mamão, mandioca, pão integral, pêssego, quiabo e
vegetais folhosos. (TCBrazil).
Publicado por Madalena Ferreira |
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