SAÚDE

 
     
 

Distrofia: uma patologia de herança genética.

 

A doutora, fisioterapeuta, Denise Maria Perroni Silva, da Clínica Odontomed, alerta a população sobre a Distrofia Muscular Progressiva.

 

A distrofia é uma doença genética que acomete as estruturas musculares, ocorrendo enfraquecimento dos músculos e, posteriormente, a degeneração progressiva do tecido muscular.

 

A distrofia são genes herdados pelos pais no qual ocorre uma mutação de um entre milhares de genes, ou seja, o gene contém todos os indivíduos, mas ele contém uma mensagem que determina a característica desse indivíduo, são arrumados em 23 pares de cromossomos. Na pessoa portadora da Distrofia Muscular Progressiva ocorre um cromossomo a mais nesses 23 pares de cromossomos – que é o gene determinante – ex: XXY, pois todo cromossomo é constituído de X e Y.

 

Há mais de 30 formas diferentes de distrofia, podendo atingir tanto o sexo feminino quanto ao masculino, todos atacam a musculatura, mas o músculo atingido pode ser diferente de acordo com o tipo da Distrofia Muscular Progressiva. Em menino a característica é mais aparente dependendo do tipo de distrofia.

 

No caso do individuo portador de Distrofia, qualquer esforço físico deve ser evitado, mas a vida ativa sexual - com exceção de Duchenne - é considerada normal, porque fisiologicamente ocorre no cérebro do indivíduo portador da distrofia uma desmielinização dos axônios, ou seja, uma interrupção dos impulsos nervosos, mandados através dos dentritos a outras cadeias de neurônios. Quanto mais esforço, mais acelera a escamação dos axônios, que é a interrupção da mielina.

 

Entre as 30 formas diferentes de distrofias, a doutora fisioterapeuta, Denise Maria Perroni Silva, enfoca a Distrofia de Becker – sendo esta uma das mais perceptíveis desde o seu primeiro ano de vida.

 

As características da Distrofia de Becker são: quedas freqüentes, dificuldades de subir e descer escadas, pé eqüino (andar nas pontas dos pés, devido ao encurtamento do TA - Tendão de Aquiles), hipertrofia da Panturrilha (aumento da batata da perna), levantar-se do chão com dificuldade e correr.

 

A Distrofia não é contagiosa e não pode ser adquirida por lesão ou atividade física. A Distrofia tem tratamento através da Hidroterapia – tratamento fisioterápico específico na piscina - Tratamento respiratório – podendo ser feito em domicílio ou clínica e Cinésioterapia sem colocação de peso – feito somente para condicionamento. O tratamento não é dolorido, este, apenas, aumenta a independência e bem-estar na atividade diária do indivíduo.

 

Não há muitos casos de Distrofia no município de Taquarituba, sendo mais difícil encontrar casos de Distrofia desde a mais graves até as mais raras na região. 

 

Qualquer dificuldade de locomoção, primeiro deve-se procurar um médico que seja Ortopedista ou Neurologista para uma avaliação precisa do diagnóstico para, então, ser encaminhado a um fisioterapeuta, buscando realizar o tratamento de acordo com a patologia corretamente.

 

(Obs.: Muitas vezes os pais, por falta de conhecimento, acreditam que os sinais e sintomas apresentados sejam de origem ortopédica.)

 

A fisioterapeuta, Denise Maria Perroni Silva, da Clínica Odontomed, alerta aos pais para que eles fiquem mais atentos com seus filhos nos primeiros anos de vida. “Que os pais venham a se preocupar um pouco mais para que possamos dar início a um tratamento precoce, se possível, desde que seja avaliada por um neurologista, constatando a patologia”.

 

 
Denise Maria Perroni Silva